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A crescente relevância do ESG, os desafios do Greenwashing e as novas diretrizes para relatórios de sustentabilidade




As práticas corporativas relacionadas à sustentabilidade estão ganhando cada vez mais destaque nos canais de informação, nas agendas governamentais e até mesmo na bolsa de valores. Diante desse cenário em crescimento, já não se discute mais a importância da temática, mas sim seus desdobramentos práticos, abordando desafios e métodos para sua efetiva implementação.


O volume de relatórios sobre ESG divulgados pelas empresas do Ibovespa está em ascensão. No ano de 2023, apenas 8% das empresas listadas deixaram de divulgar relatórios sobre seus resultados não financeiros. Desde que a PwC Brasil e o Ibracon – Instituto de Auditoria Independente do Brasil começaram a realizar o estudo intitulado “ESG no Ibovespa” em 2021, esse é o maior volume de publicações registrado. Destaca-se ainda que, na seção de riscos dos relatórios analisados, os riscos climáticos foram os mais citados.



Outra tendência crescente entre as empresas é a busca por mais credibilidade das informações divulgadas, através da verificação independente. Um percentual significativo de relatórios (83%) foi submetido à verificação ou asseguração por uma parte independente. Tais dados refletem a preocupação não apenas em prestar contas sobre responsabilidade social, mas também em garantir a credibilidade das informações publicadas.


Os incentivos fiscais são uma forma do governo estimular o apoio do mercado e da sociedade em geral para iniciativas sociais, culturais e educacionais, entre outras. Para decidir o fundo para qual a verba será destinada, é importante pensar na área de atuação, resultados das ações e público atingido.



A prática de greenwashing está se tornando uma séria preocupação no empresariado brasileiro. A questão é agravada pelo fato de 98% dos investidores brasileiros acreditarem que existe greenwashing em relatórios corporativos de sustentabilidade. Esse termo refere-se à divulgação enganosa de práticas ou produtos como sendo ambientalmente responsáveis, quando, na realidade, tais iniciativas são limitadas ou inexistentes. Empresas envolvidas em greenwashing podem minar a confiança do consumidor e comprometer a integridade do movimento em prol da sustentabilidade.


A busca das empresas por confiabilidade das informações que divulgam encontra um grande entrave na falta de um padrão, de uma legislação sobre os relatórios. Com o crescimento da relevância da temática socioambiental, as empresas se esforçam para mostrar que estão fazendo algo a respeito, mas sem planejamento e regulamentação se expõem ao greenwashing. Em resposta a essa demanda, o Brasil saiu na frente como o primeiro pais a estabelecer normas de reporte de dados ESG em outubro de 2023 através da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com base nas normas do International Financial Reporting Standards (IFRS). As normas criaram um padrão para o reporte de informações financeiras sobre sustentabilidade obrigando as empresas de capital aberto listadas na B3 a publicar de 2026 em diante um relatório especial sobre a temática. A medida faz parte do plano de transformação ecológica (plano oficial do governo).



A conscientização sobre o greenwashing está em ascensão, com consumidores, acionistas e reguladores cada vez mais atentos a essas práticas. Nesse contexto, a transparência e a prestação de contas tornam-se elementos fundamentais. A implementação de práticas sustentáveis reais, juntamente com uma comunicação honesta sobre os esforços e desafios enfrentados, é crucial para construir e manter a confiança do público e garantir o avanço efetivo em direção a um futuro mais sustentável.

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